Viracasacas #128: Intriga Internacional – com Júlia Matos

Trump, Macron, Bolsonaro e Xi Jinping entram num bar… No Viracasacas dessa semana uma conversa descontraída com nossa convidada Júlia Matos (Explica América, @yaholy) a respeito da questão Amazônica, as relações internacionais, embaixarias e remakes da Sega. Por que diabos o Brasil quer abrir mão da posição de liderança e mediador nas discussões sobre meio ambiente para ser o país que reclama da palavra gênero em documentos oficiais da ONU? Brincando de nação templária e fantasiando contra os moinhos de vento, o governo afunda sua imagem e coloca o país numa posição vulnerável. Internamente o jogo é outro, entre grunhidos e piadas de mal gosto, o embate com Macron reenergiza o bolsonarismo e faz com que o capitão encontre algo em comum com seus generais, com Ho Chi Minh e tudo!

O Episódio começa aos 12m15s

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Dicas Culturais

Chasing the Moon

“Era uma vez em Hollywood” – Tarantino

Bolsonaro e vaporwave: a tentativa estética tardia de um governo que rejeita arte

Trilha sonora de Streets of Rage

Links do episódio:

https://em.com.br/app/noticia/politica/2019/08/23/interna_politica,1079379/villas-boas-cita-comunista-para-criticar-macron-e-fala-em-ameaca-ao-br.shtml

https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2019/08/27/bolsonaro-recursos-queimadas-amazonia.htm

https://correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/07/27/interna_politica,774165/bolsonaro-diz-querer-filho-na-embaixada-para-viabilizar-exploracao-de.shtml

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/08/23/china-embaixada-comercio-brasil-crise-amazonia-internacional-agronegocio.htm

4 comentários em “Viracasacas #128: Intriga Internacional – com Júlia Matos

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  1. Episódio sensacional, adorei principalmente os comentários sobre os bolsonaristas em Portugal, estou por aqui desde antes das eleições e quando encontro um brasileiro que está aqui, e diz que votou no demagogo, eu me pergunto por que não está no Brasil. É muito fácil eleger um ditador para um país onde não se mora.

  2. Joguei Streets of Rage ontem mesmo, jogão do caramba. Recomendo o Streets of Rage Remake, é feito por um fã e junta os 3 jogos em um só, misturando todos os elementos dos três jogos, show de bola. Tem pra PC gratuitamente mas tem que arranjar em algum site paralelo, porque a Sega mandou um cease and desist pro criador, mó vacilo.

    Mas falando sério, só pra ter uma noção do quão antes vocês gravam o programa, ainda não tinha saído a notícia que o Macron queria internacionalizar a Amazônia, né? Porque bem, embora eu realmente quero que o Bolsonaro vá pra puta que pariu, não consigo apoiar o Macron com essa mente colonialista, que inclusive fortalece o discurso nacionalista do Bolsonaro.

    Abraços!

  3. Salve Felipe, Gabriel e Carapanã, essa é a primeira vez que comento aqui e é infelizmente pra fazer uma crítica, mas espero que não se ofendam, pois essa não é a intenção. Eu sou amazônida e nortista e achei que o episódio poderia ter sido abordado de forma mais profunda se vocês houvessem convidado alguém da região, melhor ainda se fosse ambientalista, pra conversa, pois a realidade da região parece realmente estar distante dos olhos de vocês, assim como da maioria dos brasileiros. Em determinado momento do episódio a Júlia comentou que não havia porque fazer uma ferrovia até Rio Branco, pois não havia nada após o Mato Grosso, eu sinceramente acredito que não foi a intenção dela soar xenofóbica, mas pra mim soou, como assim não há nada após o Mato Grosso? Rondonienses e acreanos por acaso sumiram com o estalar de dedos do Thanos? Acho que nesse caso até a piadinha sobre a inexistência do Acre teria soado melhor.

    Eu não sei se vocês sabem, mas o Grão-Pará costumava ser uma colônia diferente da brasileira, que respondia diretamente à Lisboa e não ao Rio de Janeiro, por conta do isolamento geográfico da região, somente após a invasão do Império Brasileiro, e massacre dos amazônidas por parte de Dom Pedro I, que ocorreu a adesão do Grão-Pará ao Império do Brasil em 1823. Após essa invasão a região ficou submetida ao império brasileiro e foi extremamente relegada pelo poderes centrais brasileiros, isso, somado ao isolamento geográfico, criou na região um censo de afastamento e não pertencimento da região à nação brasileira, sentimento que influenciou a cabanagem e perdura até hoje, um exemplo onde isso pode ser notado é na música Belém, Pará, Brasil da banda Mosaico de Ravena, onde há um trecho que diz: “transformados até a alma, sem cultura e opinião, o nortista só queria fazer parte da nação”. No entanto, esse sentimento de que o norte não pertence à nação brasileira também faz parte dos brasileiros, ou melhor, de que os amazônidas não pertencem ao Brasil, mas a Amazônia sim, isso pode ser notado em toda essa confusão recente onde muitos bolsonaristas e conservadores afirmavam veementemente que a Amazônia pertence ao Brasil, o problema é grande parte das pessoa que afirmam isso são as mesmas que em 2014 sugeriram construir um muro dividindo o país quando parte da região votou na Dilma e houve uma onda de xenofobia nas redes sociais. Portanto, percebe-se que essas pessoas não tem nenhuma empatia com os habitantes da região, que muitos veem como selvagem e nunca nem visitaram, mas continuam afirmando que a “Amazônia é nossa” da forma que os portugueses afirmavam que Angola era dele, pois não nos veem como integrantes do país, mas como colônia (inclusive, neocolonialismo brasileiro na Amazônia é um bom tema pra um futuro episódio), como um jardim que está ali simplesmente pra ser explorado pelos brasileiros. Dom Moacyr Grechi, arcebispo que morreu esse ano em Porto Velho, disse uma vez que “algumas regiões do Brasil continuam achando que a Amazônia é a colônia do país. Da mesma forma que Portugal via o Brasil como colônia, de onde tudo tirava e nada dava, o restante do Brasil vê a Amazônia como a província energética da nação”, e ele tem razão, muitos bolsonaristas pensam assim, o problema é que, como pude notar no episódio, a esquerda também nos olha de forma neocolonialista.

    Ambos esquerda e direita nos veem de forma distinta, mas ainda assim neocolonialista. Enquanto a direita nos vê como colônia de exploração, a esquerda nos vê como jardim, ou melhor, nem nos vê, a não ser que seja pra nos tratar feito gados. Enquanto a direita passa a Lei Kandir, que praticamente nos oficializa como colônia de exploração, a esquerda quer tratar a região como se fosse um jardim que não deve ser tocado, ignorando a pobreza da região, onde muita gente apoia a construção de rodovias e ferrovias, pois acha que isso trará desenvolvimento para a região. É óbvio que isso sozinho não trará desenvolvimento para a região, mas isso não faz com que esse anseio suma, e a esquerda não consegue achar uma solução pra isso. Uma das alternativas ao desmatamento seria o desenvolvimento de indústria, mas como desenvolver indústria sem logística? E a esquerda continua se negando a achar uma solução pra isso, preferindo somente a posição confortável de dizer que é melhor deixar a região isolada, sem construir estradas ou ferrovias como a mencionada pela Júlia, pois isso aumenta o desmatamento. Mas o desmatamento aumenta somente por conta das rodovias ou pela falta de fiscalização? Por que outros países conseguem ter rodovias em regiões de floresta e o Brasil não? Esse debate passa inevitavelmente pela grande desigualdade regional existente no país, a esquerda tem que entender que os amazônidas também querem emprego, também querem viajar, também querem melhor qualidade de vida, da mesma forma que as pessoas de outros lugares do país. Em busca de conseguir isso muita gente adere, por ignorância, à esse discurso de que soja e gado irão trazer desenvolvimento para a região, e eu nem os culpo, vocês já pararam pra analisar o aumento da violência na região? o alto desemprego? A falta de saneamento básico? Há uma reportagem muito boa da Folha, chamada de Favela Amazônia, onde eles falam sobre os problemas da região, onde muitas cidades tem IDH pior que os de favelas do sudeste. Qual a solução pros anseios da população amazônida? Mudar pro centro-sul e sofrer xenofobia? Mesmo se for pra mudar, vocês já viram os preços de passagens de avião na região? Assim fica difícil a população não apoiar a construção de ferrovias.

    Isso sem contar na visão da esquerda lacradora concordando com a proposta de internacionalização da Amazônia por parte do Macron, que é pior ainda, e muito mais neocolonialista, pois nem nos enxerga. É uma galera do centro-sul que acha que pode dispor de uma região onde eles nem moram. Como assim internacionalizar a Amazônia, mas e nós amazônidas? Essa galera quer simplesmente nos tornar apátridas sem nos consultar, como se fôssemos gado. E assim a esquerda do sudeste e sul continua nos ignorando, e não é somente em assuntos do meio ambiente, mas também em assuntos culturais, o movimento negro do sudeste por exemplo, segue se negando a discutir a questão das pessoas mestiças do norte, pois ao impor que todos os mestiços do país são negros, eles ignoram a herança genética e cultural indígena, que é muito forte na Amazônia, e eu não falo isso como forma de antagonizar o movimento, mas gostaria que eles refletissem que há uma dominação cultural imposta pelo sudeste ao resto do país, se eles relacionarem isso ao conceito de lugar de fala verão que muitos, ao impor a narrativa de que todo pardo é negro, estão apagando a nossa herança cultural. E são esses tipos de apagamentos que me fazem cada dia mais me distanciar do ideal do Mosaico de Ravena, e não querer fazer parte da nação, mas de criar uma República Amazônida, eu esperava que a esquerda eventualmente conseguisse uma proposta pra esse problema, mas ela continua como parte do problema e se nega a enxergar isso. É claro que há a ideia de não haverem fronteiras, mas encaremos, isso não irá acontecer tão cedo. Por fim, eu deixo novamente a dica para convidarem algum ambientalista da região em algum episódio futuro e peço desculpas pelo comentário extenso, e por um eventual sentimento de ofensa em algum de vocês, eu reafirmo que essa não foi minha intenção.

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