#40 Liberalismo Conservador – com Carapanã

Saudações pessoas! Nessa semana tivemos o prazer de receber mais um convidado do mais alto gabarito, o Carapanã, para conversarmos sobre uma questão política extremamente interessante: o liberalismo conservador, a ideia de conciliar o liberalismo na economia e o conservadorismo nos costumes. O Carapanã deu uma aula sobre esta questão nos Estados Unidos e como ela acaba chegando aqui em terras tupiniquins. Ficou interessado no assunto? Ouve aí!

A pauta principal começa aos 12m53s

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Capa do episódio por Rafael da Costa: @rafaelmdcosta
rafaelmartinsdacosta.wordpress.com

Citados no episódio:

A propaganda eleitoral contra Goldwater
https://www.youtube.com/watch?v=dDTBnsqxZ3k

Dicas Culturais

HyperNormalisation – Filme
https://www.youtube.com/watch?v=-fny99f8amM

Dark Money: The Hidden History of the Billionaires Behind the Rise of the RadicalRight
Jane Mayer
https://books.google.com.br/books/about/Dark_Money.html?id=X5nrCgAAQBAJ&source=kp_cover&redir_esc=y

Redes de indignação e esperança: Movimentos sociais na era da internet
Manuel Castells
http://www.zahar.com.br/livro/redes-de-indignacao-e-esperanca

Verdade Tropical
Caetano Veloso
https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14436

Salvando o Capitalismo – Filme
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-260160/

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Trilha: American Idiot – Green Day
Música Final – Help save the youth of America – Billy Bragg

7 comentários sobre “#40 Liberalismo Conservador – com Carapanã

  1. Oi a todos,

    Meu nome é Tiago de Lima Castro, músico e filósofo, com 33 anos, começando logo doutorado em musicologia.

    Muito legal o episódio. Essa confusão de rótulos é bem problemática, em que na prática a nova direita autoritária e conservadora cultiva o discurso de ser vanguarda e portadora da bandeira de liberdade é o bom uso da confusão conceitual como meio de tornar o discurso elegante e capaz de atrair pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos ao disfarçar seu autoritarismo com rótulos revolucionários e de mudança de mundo. De certa forma, assimilando os anseios de mudança dessa faixa etária com os valores antigos e contrários a tais impulsos.

    Penso que o maior problema dessa ação que a curto prazo talvez ela não se expresse tanto eleitoralmente no Brasil, mas com o passar do tempo isso vai ser mais problemático.

    Enquanto esquerda, necessitamos pensar como o discurso realmente progressista consegue ser tido como retrógrado e conservador pela forma que essa nova direita o faz parecer. Essa dissolução conceitual é perigosíssima por impedir a possibilidade de diálogo, algo potencialmente nocivo a longo prazo.

    Sobre a relação de certo espectro do conservadorismo com religião é curioso por indicar que a crise epistemológica que gerou a ideia de laicidade e separação entre ciência e religião tem chegado agora na grande massa, algo que mostra a falta de educação por ser uma temática meio antiga. Mesmo na defesa do ateísmo de algumas pessoas, como o próprio Dawkins, acaba igualando ciência e religião, e possibilitando esse incentivo a posturas anti-acadêmicas. E isso coloca a problemática, no caso do Brasil, de nosso ensino que é incapaz de transmitir os processos científicos, as discussões filosóficas, algo que pode ser “coroado” com os projetos de “escola sem partido” que abrem a possibilidade de impor ensino religioso sobre o científico, mesmo que estudar história das religiões seria um tópico importante para ser estudado na escola.

    Tudo de bom a todos e parabéns pelo episódio!

    Tiago de Lima Castro

  2. “Enquanto esquerda, necessitamos pensar como o discurso realmente progressista consegue ser tido como retrógrado e conservador pela forma que essa nova direita o faz parecer.”

    Po, cara, me parece óbvio: um governo que se dizia esquerda, apoiado pela esquerda, simplesmente abraçou o estabelecido e mudou mt pouco as coisas em 13 anos (“ah mas agora pobre anda de avião”, sério isso? saber ler que é bom nada)… Ai aparecem desde 2005 inúmeros indícios de que os que se diziam guardiões da empatia não passam de poderosos querendo manter o poder, e a esquerda real ao invés de romper com isso fica criando discursos totalmente inverossímeis pra se justificar (tipo”a globo acabou com o brasil) ou, pior, repete como macaco bem treinado que “olha o psdb tb faz, tb faz”, como se justificasse.

    Ponha-se fora da esquerda. Seria fácil julgar um governo de mais de uma década que não mudou nada no país de conservador. Os ricos se conservaram mais ricos, os pobres menos pobres, mas ainda ignorantes… Enfim, tenha um pouco de empatia com o outro lado e terá suas respostas.

    • Olá Marcos! Bem interessante teu posicionamento, concordo contigo que o governo petista não entrou em inúmeros pontos que seriam essenciais (vide imposto sobre grandes fortunas) e que poderiam resultar em melhorias fundamentais. Talvez o grande problema seja esse mesmo: pessoas que encaram o PT como o rosto da esquerda. Só gostaria de ressaltar que não foi toda a esquerda que apoiou o PT, uma boa parte se manteve crítica (e em determinados momentos demasiadamente crítica). Enfim, continue nos mandando seu feedback, fortíssimo abraço!

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