EH VÁRZEA #25 – A República do Eufemismo

Na coluna dessa semana Carapanã fala sobre como os crimes graves do governo Bolsonaro independem de qualquer preciosismo com as palavras.

Referências

Sequência do Rubens Valente

MPF apura denúncia sobre morte de crianças Yanomami ‘sugadas’ em rio por draga de garimpo

“A Farsa Ianomâmi” (1995) e o revisionismo militar brasileiro sobre a Amazônia: memória, usos políticos do passado e neocolonização

Ela ignorou o médico, mentiu para a família e morreu sem acreditar que estava com Covid: ‘Só via ake news’, diz filha

Viracasacas #244 “Nazismo Chinelão” – com Acácio Augusto

#245 “Duna” – com Ana Rusche e Eduardo Marks de Marques

Saudações pessoas! No episódio de hoje recebemos Ana Rusche (@anarusche) e Eduardo Marks ( @edmarks_ ) para uma conversa sobre a obra-prima de Frank Herbert, suas sequências de qualidade duvidosa e suas adaptações cinematográficas controversas. Começamos refletindo sobre porque Duna é a obra de ficção científica mais vendida de todos os tempos e o que faz dela tão única e influente. Falamos  sobre as adaptações para o cinema – do fracasso dirigido por David Lynch à estrondosa influência do filme nunca realizado por Jodorowski – e sobre o que esperar da nova tentativa de Dennis Villeneuve em trazer Duna às grandes telas. Discutimos como Duna é uma obra complexa, na qual um futuro é imaginado e tornado vivo em suas dimensões políticas, religiosas, econômicas e ecológicas. Duna inaugurou um novo estilo de ficção científica, marcada pela inevitabilidade da tragédia e pelo fascínio com o desconhecido, calcada na contracultura dos anos 60 mas profundamente pessimista com a política como meio para a mudança. Tudo isso e muito mais nesse episódio especial. Umma tamut wa-umma tanbut!

Referências

Jodorowsky’s Dune

David Lynch’s Dune

Dicas Culturais

(Livro) Os Despossuídos

(Livro) História da sua vida e outros contos

(Conto) Sonharão no Jardim

(Livro) Piquenique na estrada

(Livro) O Problema dos Três Corpos

(Newsletter) Fogo Baixo

(Série) Billions

(Série) O Último Reino

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Expediente

Pai-Fundador: Felipe Abal

Apresentação: Gabriel Divan e Carapanã

Capas: Gui Toscan

Edição de Áudio: Thiago Corrêa & Estopim Podcasts

#244 “Nazismo Chinelão” – com Acácio Augusto

Saudações pessoas! No Viracasacas dessa semana recebemos novamente Acácio Augusto, professor no Departamento de Relações Internacionais da UNIFESP, para uma conversa sobre como a Lei de Godwin ACABOU. Em 2018, quando Jair Bolsonaro liderava as intenções de voto para presidente, sobravam analistas políticos e articulistas dizendo que ele não poderia ser chamado de “extrema-direita” ou que era absurdo compará-lo a nazistas e fascistas históricos. Tudo isso enquanto ele subia em palanques para ameaçar a oposição de extermínio ou exílio. Enquanto Bolsonaro agia para difundir o discurso de violência e os ideais de uma extrema-direita filofascista, partes significativas da imprensa e da inteligência brasileira corriam para normalizá-lo. No cenário pós-eleitoral a imprensa passou a dar destaque para o trabalho de quem se dispôs a analisar as diversas “coincidências” e relações entre o bolsonarismo, o clã Bolsonaro e organizações nazifascistas. Das antigas correspondências com fóruns neonazistas levantadas pela antropóloga Adriana Dias, às várias declarações e defesas públicas de apologistas do nazismo, fotos com seguidores vestidos de oficiais da SS, atos cívicos organizados e encabeçados por neonazistas, idas a clubes de tiro nas quais é abundante a simbologia nazista,  etc etc etc… E nem estamos falando do uso de slogans nazistas pelo Governo Federal e das várias “coincidências” como a vice-governadora bolsonarista neta de um dos maiores negacionistas do Holocausto no Brasil, ou o já celebre pronunciamento no qual um ex-Secretário de Cultura faz um cosplay do Goebbels. Se formos citar as “coincidências” em relação ao Integralismo e ao Fascismo Italiano as linhas seriam intermináveis. Para além da estética e de uma suposta “ironia” nessas constantes referências ao nazismo e ao fascismo falamos também sobre as consequências materiais de se ter um governo alinhado à extrema-direita, traduzida na morte de centenas de milhares de brasileiros e na destruição organizada do país pra benefício de poucos. Aos analistas políticos dos jornalões deixamos uma pergunta: já pode chamar de fascista? E de nazista?

Referências

Neonazistas ajudam a convocar “ato cívico” pró-Bolsonaro em São Paulo

Líder de ato neonazista pró-Bolsonaro em 2011 organiza carreatas em apoio ao presidente em SP

Pesquisadora encontra carta de Bolsonaro publicada em sites neonazistas em 2004

Carlos e Eduardo Bolsonaro praticam tiro em clube nos EUA acusado de usar sinais nazistas

Dicas Culturais

(Livro) Autodefesa – Uma Filosofia da Violência

(Filme) O Porteiro da Noite

(Mangá) Vinland Saga

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#243 “Tradicionalismo, Islã e a Direita” – com Muhammad Puncha

Saudações pessoas! No episódio dessa semana recebemos novamente Muhammad Puncha (no Twitter: @muhammadpuncha), professor e Doutorando em Ciências Sociais na UNESP, para uma conversa sobre as estranhas interseções entre essa direita insurgente, a filosofia obscura conhecida como tradicionalismo e as políticas relativas ao Islã. Começamos retomando a desastrosa “gestão” Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores na qual o 4chanceler fez uma política externa marcada pelas posições paranoicas de uma direita avessa à qualquer tipo de multilateralismo. Araújo, que se fez conhecido na direita brasileira por um ensaio no qual invocava diversos ideólogos tradicionalistas para dizer que Trump iria “trazer Deus de volta à política” e salvar o Ocidente, foi o primeiro Ministro de Estado brasileiro a se guiar explicitamente por essa filosofia obscura. Falamos sobre o que é o tradicionalismo, um pouco de sua história, sua expressão esotérica, seus principais expoentes e sua relação com a extrema-direita em diversos momentos. Num Brasil devastado por uma direita que investiu num projeto de destruição nacional, o tradicionalismo está presente principalmente na figura do autointitulado filósofo Olavo de Carvalho e de seus seguidores, que ocupam diversos cargos no governo e além. Falamos sobre a relação dessa figura com o Islã tradicionalista e como ele e outros tradicionalistas (e expoentes da extrema-direita) usam essa relação para operar um jogo-duplo no qual a islamofobia domina e uma suposta “islamofilia” é acionada em diversos momentos convenientes.

Referências

A Proliferação do Neo-Tradicionalismo Islamista Brasileiro

A infiltração neofascista no PDT

A derradeira análise da obra de Olavo de Carvalho, para nunca ter de lê-lo

Viracasacas #88 Islã, Ocidente e o Chanceler Medieval – com Muhammad Puncha
Fagulha #20: Tradicionalismo e neofascismo – com Kaique e Letícia
DS #243 – O Retorno do Tradicionalismo e a ascensão da extrema direita populista

Dicas Culturais

(Filme) Um Homem com uma Câmera

(Canal)  Madrassa Virtual Al-Wadud

(Livro) Moby Dick

(Anime) Vinland Saga

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#242 “Medo e Delírio em Passo Fundo” – com Cristiano Botafogo e Pedro Daltro

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas nós recebemos Cristiano Botafogo e Pedro Daltro, criadores do blog e do podcast Medo e Delírio em Brasília. Pegando o gancho da nossa esplêndida e patriótica ARTE REAÇA falamos sobre recentes tentativas de representar o Grande Messias, JAIR BOLSONARO, sobre a lisergia da política nacional e sobre como é fazer um podcast que cobre tão meticulosamente a pororoca de chorume que é o bolsonarismo. Discutimos os limites do jornalismo corporativo, a escola Hunter Thompson de reportar o absurdo e a necessidade de irreverência e uns palavrões pra falar dar conta da desgraça que os malditos milicos infligiram sobre o Brasil. Coloque seu chapéu de alumínio e venha conosco. FORTES SINAIS!

Dicas Culturais

(Livro) Duna

(Podcast) Rapcru – Daniel Ganjaman

(Músico) Lazzo Matumbi

(Podcast) O Código do Russo

(Livro) O Estado Empreendedor

(Canal) Jornal de Casa – com Victor Camejo

(Álbum) Nelson Gonçalves Canta Tangos Inesquecíveis

(Livro) Fear and Loathing at Rolling Stone: The Essential Writing of Hunter S. Thompson

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EH VÁRZEA #023 – Parabelo – Primeira Parte

Na coluna dessa semana Carapanã discute o conceito de “direita intransigente” e fala sobre como os fundamentos da guerra política que ameaça o mundo já estavam dados pelos principais ideólogos do liberal-conservadorismo.

Referências

Viracasacas #240 “Mont Pèlerin e as origens do neoliberalismo” – com Amaro Fleck

Sobre O caminho da servidão, de Friedrich Hayek | Entrevista com Amaro Fleck

Brexit stems from a civil war in capitalism – we are all just collateral damage

The Intransigent Right at the End of the Century

Os Filhos Bastardos de Hayek

#241 “O Russo que lascou o Brasil” – com Alcysio Canette

Saudações pessoas! Nesse episódio recebemos o esforçado Alcysio Cannette, advogado e produtor de podcasts para uma conversa sobre “O Código do Russo”, podcast documental sobre a ascensão e queda de Sérgio Moro produzido em conjunto com Orlando Calheiros. Comentamos sobre os episódios já lançados, os bastidores da produção e das entrevistas e o que esperar na próxima temporada. Falamos das várias faces de Sérgio Moro: o juiz comum, a figura midiática, o ministro de um governo desfuncional e destrutivo. Por quê Sérgio Moro pode fazer o que fez? O quanto sua atuação contribuiu para o domínio do Bolsonarismo? Como diabos deixamos que um juiz de primeira instância e um bando de promotores carreiristas arrebentassem a República a troco de nada? Escute esse episódio antes ou depois de “O Código do Russo” e vamos tentando responder a essas perguntas.

Dicas Culturais

(Podcast) O Código do Russo
(Livro) Os Fundamentos Éticos do Devido Processo Penal
(Jogo) Left 4 Dead 2
(Jogo) Pathfinder: Kingmaker

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#240 “Mont Pèlerin e as origens do neoliberalismo” – com Amaro Fleck

Saudações pessoas! Nesse episódio recebemos Amaro Fleck, professor do Departamento de Filosofia da UFMG, para uma verdadeira aula sobre as ideias e acontecimentos históricos que levaram ao surgimento do neoliberalismo. Começamos discutindo a polissemia do conceito de neoliberalismo e as tentativas de diversos autores liberais e conservadores em enquadrá-lo como um “não-objeto”, pouco digno de análise. Falamos então sobre a Sociedade de Mont Pèlerin, suas ideias e como ela foi instrumental para a desqualificação das experiências de planejamento socialistas ou social democratas; a produção de um domínio da economia ortodoxa na análise e produção de políticas públicas; associação entre o planejamento e a ditadura ou escravidão. Discutimos as diversas figuras e ideias que passaram pela sociedade de Mont Pèlerin, seu estrito contato com diversas figuras influentes de conglomerados de mídia, suas disputas e sua posterior radicalização. Todo esse caldo contribuiu para mover a “Janela de Overton” tão para a direita que o que hoje chamamos de socialismo não passa das mais tímidas políticas gerenciais da social-democracia do pós-Segunda Guerra. Terminamos discutindo o conceito de uma “direita intransigente”, qual a sua relação com o liberalismo conservador de Mont Pèlerin e como ele pode ser usado para entender o que se passa no Brasil e no mundo. Clica aí!

Referências
Neoliberalismo, Isto Existe?
Neoliberais e ultradireita: o tronco único
Sobre O caminho da servidão, de Friedrich Hayek | Entrevista com Amaro Fleck

Dicas Culturais

(Livro) Tempo Comprado
(Livro) Menos Marx, Mais Mises – o liberalismo e a nova direita no Brasil
(Livro) Neither Vertical nor Horizontal – A Theory of Political Organization
(Livro) O Tempo das Catástrofes
(Filme) Worth

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EH VÁRZEA #022 – O Golpismo como Método

Na coluna dessa semana Carapanã discorre como não é uma suposta “falta de união” que faz com Bolsonaro permaneça no poder. Para os mais ricos do Brasil a situação nunca foi melhor: ganhos altos, retirada de garantias dos trabalhadores, boiada passando e um golpismo permanente como método para desmobilizar qualquer luta por direitos.

Referências

Diario da Crise 74: Do Golpe ao Golpe

Entre o golpe e o fiasco, o processo contínuo de governar pelo medo e a ameaça

Todos os caminhos levam aos quartéis

Transe – 7/9: o fascismo nas ruas

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