EH VÁRZEA #023 – Parabelo – Primeira Parte

Na coluna dessa semana Carapanã discute o conceito de “direita intransigente” e fala sobre como os fundamentos da guerra política que ameaça o mundo já estavam dados pelos principais ideólogos do liberal-conservadorismo.

Referências

Viracasacas #240 “Mont Pèlerin e as origens do neoliberalismo” – com Amaro Fleck

Sobre O caminho da servidão, de Friedrich Hayek | Entrevista com Amaro Fleck

Brexit stems from a civil war in capitalism – we are all just collateral damage

The Intransigent Right at the End of the Century

Os Filhos Bastardos de Hayek

#241 “O Russo que lascou o Brasil” – com Alcysio Canette

Saudações pessoas! Nesse episódio recebemos o esforçado Alcysio Cannette, advogado e produtor de podcasts para uma conversa sobre “O Código do Russo”, podcast documental sobre a ascensão e queda de Sérgio Moro produzido em conjunto com Orlando Calheiros. Comentamos sobre os episódios já lançados, os bastidores da produção e das entrevistas e o que esperar na próxima temporada. Falamos das várias faces de Sérgio Moro: o juiz comum, a figura midiática, o ministro de um governo desfuncional e destrutivo. Por quê Sérgio Moro pode fazer o que fez? O quanto sua atuação contribuiu para o domínio do Bolsonarismo? Como diabos deixamos que um juiz de primeira instância e um bando de promotores carreiristas arrebentassem a República a troco de nada? Escute esse episódio antes ou depois de “O Código do Russo” e vamos tentando responder a essas perguntas.

Dicas Culturais

(Podcast) O Código do Russo
(Livro) Os Fundamentos Éticos do Devido Processo Penal
(Jogo) Left 4 Dead 2
(Jogo) Pathfinder: Kingmaker

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Expediente
Pai-Fundador: Felipe Abal
Apresentação: Gabriel Divan e Carapanã
Capas: Gui Toscan
Edição de Áudio: Thiago Corrêa & Estopim Podcasts

#240 “Mont Pèlerin e as origens do neoliberalismo” – com Amaro Fleck

Saudações pessoas! Nesse episódio recebemos Amaro Fleck, professor do Departamento de Filosofia da UFMG, para uma verdadeira aula sobre as ideias e acontecimentos históricos que levaram ao surgimento do neoliberalismo. Começamos discutindo a polissemia do conceito de neoliberalismo e as tentativas de diversos autores liberais e conservadores em enquadrá-lo como um “não-objeto”, pouco digno de análise. Falamos então sobre a Sociedade de Mont Pèlerin, suas ideias e como ela foi instrumental para a desqualificação das experiências de planejamento socialistas ou social democratas; a produção de um domínio da economia ortodoxa na análise e produção de políticas públicas; associação entre o planejamento e a ditadura ou escravidão. Discutimos as diversas figuras e ideias que passaram pela sociedade de Mont Pèlerin, seu estrito contato com diversas figuras influentes de conglomerados de mídia, suas disputas e sua posterior radicalização. Todo esse caldo contribuiu para mover a “Janela de Overton” tão para a direita que o que hoje chamamos de socialismo não passa das mais tímidas políticas gerenciais da social-democracia do pós-Segunda Guerra. Terminamos discutindo o conceito de uma “direita intransigente”, qual a sua relação com o liberalismo conservador de Mont Pèlerin e como ele pode ser usado para entender o que se passa no Brasil e no mundo. Clica aí!

Referências
Neoliberalismo, Isto Existe?
Neoliberais e ultradireita: o tronco único
Sobre O caminho da servidão, de Friedrich Hayek | Entrevista com Amaro Fleck

Dicas Culturais

(Livro) Tempo Comprado
(Livro) Menos Marx, Mais Mises – o liberalismo e a nova direita no Brasil
(Livro) Neither Vertical nor Horizontal – A Theory of Political Organization
(Livro) O Tempo das Catástrofes
(Filme) Worth

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Apresentação: Gabriel Divan e Carapanã
Capas: Gui Toscan
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EH VÁRZEA #022 – O Golpismo como Método

Na coluna dessa semana Carapanã discorre como não é uma suposta “falta de união” que faz com Bolsonaro permaneça no poder. Para os mais ricos do Brasil a situação nunca foi melhor: ganhos altos, retirada de garantias dos trabalhadores, boiada passando e um golpismo permanente como método para desmobilizar qualquer luta por direitos.

Referências

Diario da Crise 74: Do Golpe ao Golpe

Entre o golpe e o fiasco, o processo contínuo de governar pelo medo e a ameaça

Todos os caminhos levam aos quartéis

Transe – 7/9: o fascismo nas ruas

#239 “Entropia, pós-verdade e cibernética” – com Letícia Cesarino

Saudações pessoas! No Viracasacas dessa semana recebemos novamente Letícia Cesarino, professora do Departamento de Antropologia da UFSC, para uma conversa sobre internet, política desinformação e como tudo isso está relacionado à crise dos modelos políticos e sociais contemporâneos. Através de uma análise baseada nas teorias da cibernética discutimos como a crise dos sistemas de peritos (cientistas, jornalistas e especialistas em geral) leva à produção de regimes de verdade alternativos. Estes seriam baseados num hiperindividualismo e numa “eupistemologia”, ou seja, na construção de conhecimentos através experiências caseiras e percepções pessoais. Essa forma de percepção e construção do real é então conectada com outras formas similares através das redes sociais, quando então constroem juntos um mundo paralelo – em outras palavras, um crowdsourcing do inferno. Por que a cibernética é importante para fazer esse tipo de análise? Despidos do institucionalismo típico da ciência política moderna mergulhamos no caos do neoliberalismo tardio e sua máquina de destruição de mentes.

Referências


O fetichismo do Qanon
A desinformação como método: Bolsonaro e o novo regime de verdade na pandemia
Pós-verdade e a crise do sistema de peritos: uma explicação cibernética
The hidden hierarchy of far-right digital guerrilla warfare
Viracasacas #165 – A Caixa Preta do Zap

Dicas Culturais

(Livro) Chaos: Making a New Science

(Livro) O Patriarcado do Salário

(Entrevista) Gregory Bateson e a Ecologia da Mente

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#238 “O Direito, o liberalismo e tudo o que não presta”

Saudações pessoas! Nessa semana Carapanã e Gabriel Divan comentam a histórica mobilização indígena nacional no “Acampamento Luta pela Vida” e como a esdrúxula tese do Marco Temporal tem tudo a ver com a desgraça generalizada que se abateu no Brasil. O julgamento sobre a homologação da Terra Indígena Raposa Serra Sol foi o início de uma mobilização mais ampla de diversos setores conservadores, primeiro contra os povos indígenas e mais tarde contra o Brasil e os brasileiros. 2009 foi o ano no qual generais da ativa iam à TV contar lorotas sobre segurança nacional e Amazônia, recebendo muitos aplausos da oposição e ganhando capital político. O mais vocal deles hoje é peça fundamental do governo Bolsonaro. A tese do Marco Temporal é uma absoluta excrescência jurídica e sua manutenção coloca os povos indígenas em perigo. Não obstante, grandes veículos de mídia escolheram ignorar largamente as manifestações e reproduzir estudos “secretos” (sempre um eufemismo) e baboseiras sobre “insegurança jurídica” – chegando à repetir a tese ridícula de que os indígenas poderiam reivindicar Copacabana… O presidente do STF adiou o julgamento, o que acabou por quase desmobilizar os indígenas, e cá estamos. Falamos também sobre como qualquer VESTÍGIO de justiça fundiária sempre deixa as elites brasileiras apavoradas, uma vez que a apropriação de recursos públicos e a exploração ilegal de recursos naturais tem sido uma das principais formas de acumulação de riqueza pelos nossos senhores feudais. Como já disse uma figura ilustre “O Brasil tem um enorme passado pela frente”.

Referências

Dado espalhado por ruralistas sobre prejuízo com demarcação indígena vem de estudo “secreto”

O “marco temporal” da usurpação dos direitos indígenas

Viracasacas #180 – “Dono é quem desmata”: bolsonarismo, grilagem e florestas em chamas

Viracasacas #192 – O Ouro, o Mercúrio e o Índio

Viracasacas #220 – Grilagem para Principiantes

ehvarzea #018 – Levante pela Terra: contra o PL490 e o Marco Temporal

Dicas Culturais

(Seminário) Direitas, Fascismos, Bolsonarismo – Sessão 10: Letícia Cesarino e Isabela Kalil

(Documentário) UNTOLD Vol 1: Malice at the Palace

(Documentário) Marginal Alado

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Apresentação: Gabriel Divan e Carapanã
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#237 “O Afeganistão é ruim de invadir” – com Tanguy Baghdadi

Saudações pessoas! No Viracasacas dessa semana recebemos ele, o magnânimo professor de relações internacionais e host do Petit Journal: Tanguy Baghdadi! E vamos falar de Afeganistão, assunto deprimente pra caramba, já que o Viracasacas não é um podcast leve. Começamos falando da origem do Afeganistão como nação, das guerras coloniais e do pau seco que os ingleses tomaram em todas elas. Depois falamos da fundação do Afeganistão como um reino, do processo de modernização que guiou o país após a Segunda Guerra Mundial. O processo de modernização levou à aceleração de diversos conflitos internos (entre um interior feudal e teocrático e áreas urbanas num acelerado de transformação) e acabou culminando na queda da monarquia. Cinco anos mais tarde o país foi tomado pela Revolução de Saur, um levante socialista apoiado por diversos setores descontentes da população. A Revolução priorizou a reforma agrária e a secularização, chegando a conceder direitos políticos às mulheres, mas isso acabou acirrando os conflitos no interior do país. Esse cenário de instabilidade levou à disputas sangrentas entre duas facções de socialistas. A intervenção da União Soviética e sua posterior ocupação iniciou uma guerra sem precedentes num país já marcado por conflitos. Milícias regionais, de cunho étnico ou religioso, que já eram apoiadas pela CIA desde antes da ocupação soviética passaram receber ainda mais apoio e conseguiram ganhar a guerra. Desses grupos de Mujahidi viria a surgir mais tarde o Talibã (traduzido do pashto: os estudantes) um grupo marcado por sua interpretação do Islã que mistura uma adesão ao salafismo junto com códigos e costumes étnicos do povo pashtun. Em 1996 tomariam o Afeganistão e em 2001 se tornariam inimigo público número 2 dos Estados Unidos, atrás apenas da AlQaeda, grupo terrorista saudita que operava entre o Afeganistão e o Paquistão. Afeganistão invadido, Osama Bin Laden morto, governo provisório montado e depois de 20 anos de ocupação assistimos ao inevitável desmoronamento. De quem é a culpa? O que vai acontecer com o Afeganistão? Seria o fim da era das ocupações sob pretensões de nation building? Vamos discutir.

Referências

Viracasacas #147 Para Entender o Irã – com Tanguy Baghdadi

Politics Theory Other – The Taliban on the Verge of Victory – with Paul Rogers

Petit Journal – Talibã S.A. – De onde vem a grana?

Tariq Ali – Debacle in Afghanistan

Jamil Chade – Corrupção, deserção e traições: a história da vitória do Talibã

Constable – The Taliban has successfully built a parallel state in many parts of Afghanistan

Dicas Culturais

(Livro) O Afeganistão depois do Talibã

(Documentário) Bitter Lake

(Podcast) Nós da Imprensa

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#236 – “A República do Absurdo”

Saudações pessoas!

No episódio dessa semana Carapanã e Gabriel Divan comentam os (muitos) fatos da semana. Começamos falando sobre a corrida maluca que a Marinha fez em Brasília, cuja estrela foi um tanque FUMACÊ que deve ter matado muito mosquito da dengue. Depois falamos sobre a votação da absurda deforma eleitoral que foi chamada pelos bolsonaristas de “voto impresso”. Jair ganhou? Perdeu? Discutimos se o copo está meio cheio ou meio vazio mas o que tem dentro dele É MERDA. Discutimos a última que o Centrão e o sinistro Paulo Jegues querem colocar no nosso: mais uma “mini” reforma trabalhista. Mais umas três e revogam a Lei Áurea. A blitzkrieg legislativa tocada por Arthur Lira promete mais retirada de direitos para os brasileiros e mamatas diversas para ele e os seus. A boa notícia da semana é que Bob Jeff foi passar uma temporada em Bangu, onde vai encontrar seu ex-genro, Dr. Jairinho e curtir um xadrez. Depois de gravar vídeo atrás de vídeo armado e ameaçando ministros do STF (dentro outros) a PF pediu sua prisão – que foi prontamente aprovada por Alexandre, o Jardineiro Paraguaio. A resposta de Bolsonaro foi a mais previsível do mundo: ameaçar golpe, chamar manifestações de boomers golpistas e dizer que vai entregar ao Senado um pedido de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Enquanto isso Bananinha foi dar mais uma voltinha nos EUA, em mais um evento de figuras da extrema-direita na qual atacou o sistema eleitoral brasileiro com as mentiras do papai e colocou Steve Bannon pra dizer que vai interferir nas eleições brasileiras de 2022. Diante disso tudo perguntamos: e se fosse alguém da esquerda? E se um dirigente de partido de esquerda estivesse ameaçando ministros em vídeos nos quais posa armado? E se quadros da esquerda estivessem convidando atores de outros países publicamente a interferir nas eleições brasileiras? Sabemos da resposta. Essa direita, além de corrupta e criminosa, vive da apatia e do colaboracionismo do poder.

Dicas Culturais

(Quadrinho) Batman: The Dark Knight Returns

(Podcast) Cientistas na Linha de Frente

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#235 “Dano Colateral” – com Natália Viana

Saudações pessoas!

Essa semana conversamos com a jornalista Natália Viana (no Twitter: @VianaNatalia ) , diretora executiva da Agência Pública de Jornalismo, vencedora de inúmeros prêmios jornalísticos e autora de matérias e colaborações com vários veículos de gabarito, que está lançando pela Companhia das Letras a obra “Dano Colateral” que aborda a intervenção – ou será instalação….? – dos Militares na gestão da segurança pública brasileira. O que querem, o que pensam, até onde podem (ou pensam que podem chegar)? Qual o estilo e qual o panorama político que permite e convive com essa realidade? Em um período de franca fascistização dos discursos político-governamentais brasileiros e suas práticas, que relação tem essa usurpação confortável (para eles) desse espaço e desde quando podemos ver raízes desse fenômeno? Em tempos de motociatas, carreatas e tanqueatas assolando nosso país que parece ter mais nada com que se preocupar (…) um tema espinhoso – e necessário

O linguajar militar inclusive convive com, quando não aprova, uma série imensa de vidas perdidas a títulos de “danos colaterais” em operações e estratagemas que, à primeira vista, procuram garantir a lei. E a ordem.

Dicas Culturais

(Série) Demolidor – Netflix

(Disco) Happier Than Ever – Billi Eilish

(Livro) Rondon: uma biografia – Larry Rohter

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