#233 “Sob a sombra do Golpinho”

Saudações pessoas! No Viracasacas dessa semana Gabriel Divan e Carapanã discutem essa velha/nova chaga na República: a MILICAGEM. Pelo menos desde 2008, um grupo de oficiais militares brasileiros decidiram tomar para si um protagonismo político que não lhes é devido pela Constituição. Investiram contra decisões dos governos do Partido dos Trabalhadores, se insurgiram contra a apuração dos crimes da Ditadura pela Comissão da Verdade, ajudaram a arquitetar o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, sabotaram as ambições políticas de Michel Temer, escolheram Bolsonaro como seu candidato e trabalharam ativamente para que ele fosse eleito. Hoje integram seu governo aos milhares. O resultado, bastante previsível foi o PIOR governo do Brasil desde a fundação da Nova República, uma gestão criminosa da pandemia do coronavírus e a corrosão das instituições. Depois da cloroquina e da mutreta com vacina, resultados diretos da ocupação militar do Ministério da Saúde, os oficiais palacianos agora querem roubar a competência do Tribunal Superior Eleitoral e do Congresso nacional e decidir como e quando o Brasil pode fazer eleições. E ai de quem quiser investigar o que fazem coronéis e generais. O que saí daí? Coisa boa não é. Como diria Dorival (não o Caymmi): “milico e merda para mim é a mesma coisa”. Uma pena que o intestino presidencial e o governo estão cheios disso daí.

Dicas Culturais

(Filme) O dia em que Dorival encarou a guarda
(Podcast) O Código do Russo
(Anime) Berserk: the Golden Age
(Revista) Corpo Futuro

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Expediente
Pai-Fundador: Felipe Abal
Apresentação: Gabriel Divan e Carapanã
Capas: Gui Toscan
Edição de Áudio: Thiago Corrêa & Estopim Podcasts

#232 -“Você poderia não fazer piada com o cocô do Bolsonaro”?

Saudações pessoas! O Viracasacas dessa semana traz uma discussão ética e filosófica absolutamente relevante para mais um momento turbulento nessa gloriosa República Bananeira. Seria errado desejar o mal para ou não ser solidário com um líder político que fala em dar golpe e matar gente dia sim dia também? É de bom tom postar nas redes sociais que você quer que ele possa cagar soltinho e ter vida longa pra que possa provar da justiça dos homens? É verdade que não podemos ter raiva ou fazer piada com o intestino presidencial sob o risco nos igualarmos àqueles que estão louquinhos para que a Ditadura Militar volte ao Brasil e arraste toda oposição para os porões e para a morte? Nesse episódio Gabriel Divan e Carapanã comentam os fatos políticos da semana e discorrem sobre o maravilhoso fenômeno do Voltaire de Higienopolis, um arquétipo que está sempre pronto a mostrar solidariedade para com as figuras mais NEFASTAS e PODEROSAS da República. Afinal de contas, se Jair e seus Milicos Amestrados não passam um mês sem ameaçar a todos nós, não devemos nos preocupar pois o Voltaire de Higienópolis estará lá para ter certeza que as garantias fundamentais do aspirante a ditador sejam respeitadas… Haja cachaça Brasil!

Dicas Culturais

(Livro) Kafka à Beira-Mar
(Série) Sombra e Ossos

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#231 “Vias, de fato” – com Juliano Medeiros

Saudações Pessoas! Nesse episódio recebemos Juliano Medeiros (no Twitter: @julianopsol), cientista político, historiador e Presidente Nacional do PSOL, para uma conversa sobre as esquerdas brasileiras, a história do partido, os rumos e perspectivas do PSOL em 2022, e o que fazer diante da crescente escalada golpista protagonizada por Bolsonaro e seus fardados. O PSOL, fundado como uma dissidência e agindo como uma consciência crítica do PT durante os governos Lula e Dilma, assumiu um protagonismo inédito diante da crise desencadeada a partir da deposição de da Presidente Dilma Rousseff. O partido conta hoje com uma bancada jovem e atuante, ganhando espaço nas redes e nas eleições de 2018 e 2020. Diante da tragédia incomensurável do bolsonarismo discutimos o que pode e deve ser feito, por todas as vias possíveis: as eleitorais e as ruas.

Dicas Culturais

(Série) Peaky Blinders
(Livro) Tempo Comprado. A Crise Adiada do Capitalismo Democrático
(Música) Duda Beat
(Livro) Snowcrash

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#230 “Chapéu de Otário” – com Alcysio Canette e Beatriz Falcão

Saudações marreteiros! O Vira de hoje vem cheio de som, fúria e veneno – porque fofoca, ainda mais política, edifica, sim. Contamos com o retorno de uma dupla muito querida na casa: nosso parceiro de volta e meia Alcysio Canette (que agora fala de política e refogados no seu canal da Twitch que mistura culinária e tudo mais – https://www.twitch.tv/alcysio ) se une à cientista política e lobbysta Beatriz Falcão (que bate ponto no podcast Patada de Pantufa – @patadadepantufa no Instagram e também no Spotify e outros agregadores) para comentar sobre a semana na CPI.

Falamos sobre os showzinhos, os ganhos, as ‘mitadas’ e as queimadas de filme que depoentes, Senadores, comentaristas e muita gente anda cometendo: logicamente, porque aqui chapéu de otário é marreta (…) não poupamos a turma governista especialista em paga-vale e elaboramos algumas estratégias, palpites, previsões dos astros e coisas que rolar, talvez não vão, mas bem que podia. Tem superimpeachment aí, tem inquérito, tem corrupção escancarada, tem sim senhor. O picadeiro e alguns palhaços já estão no recinto. O circo está montado?

Dicas Culturais

(Disco) “The Adventures of Kindaichi Kosuke” – The Mystery Kindaichi Band

(Livro) “O Marcador de Página” Sigismund Krzyzanowski

(Filme) “Soul”

(Filme) “Druk”

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#229 “CyberFUNK 2059” – com Leonel Caldela e Cristiano Therrien

Saudações Pessoas! Nesse episódio aguardadíssimo do Viracasacas tivemos a honra de receber Leonel Caldela (no Twitter @leonelcaldela), escritor de fantasia e designer de RPG, e Cristiano Therrien (no Twitter @TherrienBR), professor e pesquisador na área de direito e tecnologia, para uma conversa sobre distopia, utopia, ciências, cyberpunk e política! Começamos abordando porque as distopias se tornaram cada vez comuns nas produções culturais, emulando o que Mark Fisher chama de um “lento cancelamento do futuro”. Falamos sobre como o cyberpunk foi de um gênero distópico e subversivo para a inspiração das utopias do Vale do Silício, numa reviravolta surreal e que também marca a importância da ficção para a criação de futuros possíveis. Algo marcante sobre esse gênero, tão influente para a construção do nosso presente, é que ele foi criado por autores que não necessariamente entendiam de informática usavam máquinas de escrever, durante o tempo de colapso do otimismo pós-Segunda Guerra Mundial. No final discorremos sobre a emergência da negação às ciências, algo diferente de questionamento, e como a ausência de sonhos e utopias nos converteu num mundo governado por pesadelos.

Dicas Culturais

(Episódio) ehvarzea #016 – Cyberfunk 2050
(Série) Altered Carbon
(Filme) Total Recall (O Vingador do Futuro)
(Livro) Ozob: Protocolo Molotov
(Quadrinho) Tank Girl
(Livro) The Ministry for the Future
(Livro) Seveneves

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EH VÁRZEA #018 – Levante pela Terra: contra o PL490 e o Marco Temporal

Nessa EDIÇÃO EXTRA do ehvarzea trazemos um breve comentário do Carapanã sobre o que está em jogo para os direitos dos povos indígenas na semana que vem, junto com um comentário mais detalhado de Bruno Kanela (@brunookanela), indígena e estudante de direito. Escute, siga os perfis e ajude na mobilização dos parentes nessa semana que começa!

Perfis da Mobilização Indígena Nacional no Twitter

@DefesaIndigena
@ApibOficial
@midia_india
@brunookanela
@tukuma_pataxo
@alice_pataxo
@JoeniaWapichana
@Alkorap1

#228 “Contra a miséria neoliberal” – com Rubens Casara

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos Rubens Casara (no Twitter: @RCasara), Doutor em Direito e Juiz de Direito do TJ/RJ, para uma conversa sobre seu mais recente livro, intitulado “Contra a Miséria Neoliberal”. Primeiro discutimos sobre o que viria a ser o neoliberalismo, e como esse conceito é hoje a aplicado de maneira muito ampla – até significar cada vez menos. A racionalidade neoliberal seria marcada pela definição de tudo como negociável, inclusive a verdade e a liberdade. Retomamos o conceito de neoliberalismo em sua raiz, falamos de como seu modelo ideal foi o Chile destroçado pela Ditadura de Pinochet, um modelo mais tarde exportado para a Inglaterra de Thatcher e os EUA de Reagan. No pós-Guerra Fria o neoliberalismo tentou assumir uma roupagem “progressista” que durou até a Crise de 2008. O pós-crise foi marcado por ajudas bilionárias ao mesmo capital especulativo que destruiu a economia mundial – mostrando ao mundo que os neoliberais gostam de um Estado Grande para si mesmos e para os donos do capital, desde que ele seja mínimo para as massas de trabalhadores. Para finalizar discutimos como o neoliberalismo em sua forma atual parece querer prescindir da democracia, retornando à crença de muitos membros da Sociedade de Mont Pèlerin de que ela seria um empecilho para o desenvolvimento do capitalismo. Restaria então ao Estado o papel de gerir os indesejáveis, de submetê-los através da violência já que, afinal de contas, um Estado Mínimo exige uma Polícia Máxima.

Dicas Culturais

(Músico) Gonzalo Rubalcaba

(Livro) Educação e Emancipação

(Filme) J’accuse

(Livro) High-Rise

(Filme) High-Rise

(Jogo) Gekokujo: Daymio Edition

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EH VÁRZEA 017 – 2022 e as elites

Na coluna dessa semana Carapanã manda o papo reto de que o problema em 2022 é que as elites podem trair o Brasil, mais uma vez.

Links
AntiCast 364 – Caixa 2 do Bolsonaro e Reta final das Eleições

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#227 “Não é um conflito” – com Andrew Fishman e Shajar Goldwaser

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos Andrew Fishman (no Twitter: @AndrewDFish), jornalista no The Intercept, e Shajar Goldwaser, Bacharel em Relações Internacionais, para uma conversa sobre Israel, Palestina, colonialismo, história e política. Numa semana na qual assistimos a saída de Benjamin Netanyahu do cargo que Primeiro-Ministro que ocupou durante doze anos, há poucas esperanças de qualquer melhora na guerra perene que o Estado de Israel inflige sobre os territórios palestinos. Voltamos no tempo para pensar a criação do Estado de Israel, a violência da guerra de fundação e sua relação com um projeto colonial. Falamos sobre política em Israel, com suas direitas e esquerdas mobilizadas em torno de um projeto sionista, a história do fracasso dos acordos de Oslo e a 2a Intifada. Discutimos a maneira como Israel mobiliza afetos e paixões mundo afora, e como seu projeto securitário e bélico se tornou uma mercadoria valiosa a ser exportada para outros Estados. Os convidados também refletem sobre sua condição de judeus, sobre antissemitismo e sobre sua postura dissidente contrasta com o triunfo estrondoso de um pensamento de direita nacionalista em Israel e além. Ao final, uma miríade de documentários e filmes para pensar sobre essa questão pesada – afinal de contas, pra citar uma frase célebre, o Viracasacas não é um podcast leve.

Dicas Culturais

(Documentário) Vingue tudo, mas deixe um dos meus olhos

(Documentário) The Lab

(Livro) The Gun and the Olive Branch

(Filme) O Paraíso deve ser Aqui

(Documentário) The Lobby

(Animação) Valsa com Bashir

(Canal) Avi Mograbi (Documentarista)

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#226 “No campo minado” – com Marcelo Freixo

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos ninguém mais ninguém menos que Marcelo Freixo (no Twitter: @MarceloFreixo), professor e Deputado Federal pelo PSOL. Começamos discutindo como a milícia não é apenas uma modalidade de crime que se inventou a partir do Rio de Janeiro, mas um modelo de sociedade, um crime verdadeiramente organizado que busca tomar o poder para si. Não é o famigerado “Estado Paralelo” uma vez que seus líderes frequentemente são agentes públicos: trata-se de um Estado Leiloado. Enquanto o Rio de Janeiro exporta seus dilemas para o resto do Brasil, o projeto de milicianização da sociedade passa a agir como modelo para uma agenda de desmonte permanente do Estado. Nesse sentido, derrotar Bolsonaro das eleições de 2022 é uma tarefa hercúlea e absolutamente necessária que pode ser capitaneada pelas esquerdas mas só conseguiria ser executada através da construção de uma frente e de alianças com todos os espectros não-bolsonaristas (ou seja: aquele que acreditam que há valor na Democracia). Falamos ainda um monte sobre como é fazer política em Brasília – um trabalho duro – e sobre como e porquê as esquerdas brasileiras nunca conseguiram ter uma aproximação ao tema da Segurança Pública, e os efeitos disso. Num país no qual os profissionais da segurança votam nos candidatos que prometem armar a população e tornar o trabalho deles mais arriscado é preciso lembrar da reflexão de Bretch: tempos estranhos exigem que se explique o óbvio.

Dicas Culturais

(Canal) Ilha das Profes

(Série) O Caso Evandro

(Livro) O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida: militares, operações psicológicas e política

(Livro) A República das Milícias: dos esquadrões da morte à era Bolsonaro

(Livro) Povo de Deus: quem são os evangélicos e por que eles importam

(Livro) Escravidão – Volume 1: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a Morte de Zumbi dos Palmares

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