#227 “Não é um conflito” – com Andrew Fishman e Shajar Goldwaser

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos Andrew Fishman (no Twitter: @AndrewDFish), jornalista no The Intercept, e Shajar Goldwaser, Bacharel em Relações Internacionais, para uma conversa sobre Israel, Palestina, colonialismo, história e política. Numa semana na qual assistimos a saída de Benjamin Netanyahu do cargo que Primeiro-Ministro que ocupou durante doze anos, há poucas esperanças de qualquer melhora na guerra perene que o Estado de Israel inflige sobre os territórios palestinos. Voltamos no tempo para pensar a criação do Estado de Israel, a violência da guerra de fundação e sua relação com um projeto colonial. Falamos sobre política em Israel, com suas direitas e esquerdas mobilizadas em torno de um projeto sionista, a história do fracasso dos acordos de Oslo e a 2a Intifada. Discutimos a maneira como Israel mobiliza afetos e paixões mundo afora, e como seu projeto securitário e bélico se tornou uma mercadoria valiosa a ser exportada para outros Estados. Os convidados também refletem sobre sua condição de judeus, sobre antissemitismo e sobre sua postura dissidente contrasta com o triunfo estrondoso de um pensamento de direita nacionalista em Israel e além. Ao final, uma miríade de documentários e filmes para pensar sobre essa questão pesada – afinal de contas, pra citar uma frase célebre, o Viracasacas não é um podcast leve.

Dicas Culturais

(Documentário) Vingue tudo, mas deixe um dos meus olhos

(Documentário) The Lab

(Livro) The Gun and the Olive Branch

(Filme) O Paraíso deve ser Aqui

(Documentário) The Lobby

(Animação) Valsa com Bashir

(Canal) Avi Mograbi (Documentarista)

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Expediente
Pai-Fundador: Felipe Abal
Apresentação: Gabriel Divan e Carapanã
Capas: Gui Toscan
Edição de Áudio: Thiago Corrêa & Estopim Podcasts

#226 “No campo minado” – com Marcelo Freixo

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos ninguém mais ninguém menos que Marcelo Freixo (no Twitter: @MarceloFreixo), professor e Deputado Federal pelo PSOL. Começamos discutindo como a milícia não é apenas uma modalidade de crime que se inventou a partir do Rio de Janeiro, mas um modelo de sociedade, um crime verdadeiramente organizado que busca tomar o poder para si. Não é o famigerado “Estado Paralelo” uma vez que seus líderes frequentemente são agentes públicos: trata-se de um Estado Leiloado. Enquanto o Rio de Janeiro exporta seus dilemas para o resto do Brasil, o projeto de milicianização da sociedade passa a agir como modelo para uma agenda de desmonte permanente do Estado. Nesse sentido, derrotar Bolsonaro das eleições de 2022 é uma tarefa hercúlea e absolutamente necessária que pode ser capitaneada pelas esquerdas mas só conseguiria ser executada através da construção de uma frente e de alianças com todos os espectros não-bolsonaristas (ou seja: aquele que acreditam que há valor na Democracia). Falamos ainda um monte sobre como é fazer política em Brasília – um trabalho duro – e sobre como e porquê as esquerdas brasileiras nunca conseguiram ter uma aproximação ao tema da Segurança Pública, e os efeitos disso. Num país no qual os profissionais da segurança votam nos candidatos que prometem armar a população e tornar o trabalho deles mais arriscado é preciso lembrar da reflexão de Bretch: tempos estranhos exigem que se explique o óbvio.

Dicas Culturais

(Canal) Ilha das Profes

(Série) O Caso Evandro

(Livro) O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida: militares, operações psicológicas e política

(Livro) A República das Milícias: dos esquadrões da morte à era Bolsonaro

(Livro) Povo de Deus: quem são os evangélicos e por que eles importam

(Livro) Escravidão – Volume 1: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a Morte de Zumbi dos Palmares

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#225 – SALVE GERAL

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas Gabriel Divan e Carapanã comentam as GRANDIOSAS MANIFESTAÇÕES do 29 de Maio de 2021. 450 mil mortos depois todo mundo cansou da insanidade bolsonarista e foi às ruas pedir FORA BOLSONARO, VACINA NO BRAÇO E COMIDA NO PRATO. As manifestações foram enormes, apesar de organizadas com pouca antecedencia e mostraram que o descontentamento com o morticínio promovido pela direita brasileira tem capacidade para se mobilizar nas ruas. Entre um comentário e outro mandamos SALVES para todo mundo que pediu enquanto estávamos gravando. Sim, meus lindos, essa edição do Viracasacas está lotada de SALVES do começo ao fim. Falamos também sobre a semana na CPI da COVID, o vexatório apagão dos grandes veículos de mídia em relação às manifestações e como não faltou otário pra reclamar de uma suposta “incoerência” dos manifestantes. Ninguém aguenta mais assistir inerte à destruição do país enquanto o presidente organiza uma micareta golpista e autocongratulatória toda semana. Se o Brasil tá lascado, a única maneira de corrigir isso é com a organização política e a construção do poder popular. Aos companheiros que foram às ruas e se organizaram muito para fazer isso da forma mais segura possível deixamos aqui o nosso salve!

Dicas Culturais

(Jogo) Mount and Blade: Warband

(Filme) Judas e o Messias Negro

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#224 O Brasil no CPIverso

Saudações pessoas! No episódio dessa semana Gabriel Divan e Carapanã discutem a CPI da Pandemia – o mais novo e assustador reality show do Brasil. Falamos monte sobre os depoimentos, seus bastidores, suas mentiras com detalhes sobre o direito e a política que embasam a comissão. Aproveitamos pra desmentir as narrativas mais comuns do Bolsonarismo e mostrar, de uma vez por todas, como o plano desses caras para o país foi o que nos levou a essa situação calamitosa. Enquanto o presidente faz mais cosplay de líder querido e amado, o Brasil se prepara para uma provável e devastadora 3a onda da pandemia. Que Deus tenha misericórdia dessa nação – porque o governo não tem nenhuma.

Referências

‘It’s a nightmare.’ How Brazilian scientists became ensnared in chloroquine politics

O Sabotador: como Bolsonaro agiu, nos bastidores e em público, para boicotar a vacina

Desespero e solidariedade em Manaus

Os crimes que cercam a família Pazuello

Dicas Culturais

(Palestra) Militares e Operações Psicológicas no Brasil

(Filme) Marighella

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#223 Anatomia do “tratamento precoce” – com Victor Silva

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos o jornalista Victor Silva (no Twitter: @detetivevsilva) para uma conversa sobre um embuste nacional: o chamado “tratamento precoce”. Desde março do ano passado o bolsonarismo usou o aparato estatal para tentar impedir medidas de isolamento e políticas de contenção da COVID-19. Um dos motivos alegados para a não adoção de medidas de isolamento social foi a existência de um suposto “tratamento precoce”, um procedimento simples que consistiria no uso de medicamentos baratos e, naquele momento, sem eficácia comprovada – hoje todo mundo sabe que não funciona. O nosso convidado destrincha o movimento em torno do “tratamento precoce”, para além das falas de Bolsonaro e outros políticos bolsonaristas. Através do acompanhamento das redes que articulam esse movimento ele nos traz a perspectiva de pacientes e médicos que se aglutinam e se movimentam em torno da aprovação social e política do erro médico. Por que tantos médicos aderiram a esse procedimento? Por que tantas pessoas acham que o uso de remédios sem eficácia as salvou da morte? Por que apesar do Brasil ser um dos piores países no combate à pandemia tanta gente AINDA insiste nessas narrativas? Há interesses econômicos por trás da difusão do embuste que é o “tratamento precoce”? Todas essas perguntas e mais um monte de outras foram respondidas em mais um episódio imperdível do Viracasacas. Taca-lhe o play!


Clique e confira artigos de Victor Silva no blog “Crônicas do Titanic”

Dicas Culturais

(Livro) Autonomia operária

(Série) House

(Série) Mundo visto de cima

(Série) Brasil visto de cima

(Filme) Som do Silêncio

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#222 “De volta ao mapa da fome” – com Denise de Sordi

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos a historiadora Denise de Sordi (@d_desordi) para discutir o retorno do Brasil ao Mapa da Fome. Denise é Doutora em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia e especialista em história dos programas sociais brasileiros. Começamos discutindo como o Brasil foi um país pioneiro no combate à fome em anos recentes, algo importante dado o histórico de que sempre fomos um país assolado pela fome. Falamos sobre a história das políticas de combate à fome e como se deu a implantação dos programas sociais brasileiros. A volta ao Mapa da Fome coincide com uma estranha obsessão por parte de veículos de imprensa em fazer notícias glamourizando a carestia e oferecendo “dicas” para substituir alimentos. Por fim, falamos do impacto da pandemia e da destruição, desde 2016, de muitos instrumentos de combate à fome criados e ampliados pelas esquerdas brasileiras. Tudo isso agravado pela insegurança que as inúmeras “reformas” contra os trabalhadores produziram nos últimos anos. Tudo isso é preocupante, já que como disse uma vez um líder político brasileiro: “A fome não produz revolucionários, produz pedintes”.

Confira artigos de Denise de Sordi

(Tese) Reformas nos programas sociais brasileiros: solidariedade, pobreza e controle social (1990-2014)

(Reportagem) Os valores de solidariedade do Bolsa Família. E seus limites

(Artigo) Reformas nos programas sociais brasileiros: solidariedade, pobreza e controle social

Dicas Culturais

(Livro) Renda Básica e Cidadania: a resposta dada pelo vento

(Filme) A Voz Suprema do Blues

(Filme) Você não estava aqui

(Jogo) Black Mesa

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#221 – “Eles vivem (e mugem) com Ira Croft, Andrei Fernandes e Marcos Keller

Saudações pessoas! No episódio dessa semana recebemos novamente a grande Ira Croft (@Iracroft) que dessa vez está acompanhada dos fabulosos Andrei Fernandes (@Andreizilla) e Marcos Keller (@MarcosKeller), podcasters no Mundo Freak Confidencial (@Mundo_Freak). Juntos vamos discutir cinema e política no filme “Eles Vivem” (1988), obra-prima do diretor John Carpenter. Carpenter foi um dos diretores mais influentes na década de 1980 e criador de sucessos como “Halloween” (1978), “Fuga de Nova Iorque” (1981), “A Coisa” (1982) e “Os aventureiros do bairro proibido” (1986). “Eles Vivem” é provavelmente o filme mais político de Carpenter. Lançado uma semana antes da eleição que daria a vitória a George Bush Sr., antes vice-presidente e depois sucessor de Ronald Reagan, “Eles Vivem” é uma crítica ácida e direta à ao estilo de vida dos Yuppies e à pobreza e desigualdade geradas em decorrência das políticas econômicas da Era Reagan. Falamos sobre a cinematografia de “Eles Vivem” em paralelo com o universo histórico e político que o filme habita – e também abordamos as recentes tentativas de apropriação do filme pela extrema-direita, repudiadas veementemente pelo diretor. Coloque seus óculos escuros e venha conosco!

Confira os projetos do colegas do Mundo Freak:

(Site) Mundo Freak
(Podcasts) Mundo Freak Confidencial & Aconteceu Comigo
(Podcast) Magikando
(Podcast) Arco43 Podcast

Dicas Culturais


(Livro) A República das Milícias
(Livro) As Diferenças em Comum: Deleuze, Marx e o Agora
(Livro) Daisy Jones and the Six
(Filme) Tropas Estelares
(Filme) Fuga de Nova York
(Filme) Clube dos Canibais

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#220 “Grilagem para Principantes (ou: como ir passando a boiada)” – com Maurício Torres

Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos Maurício Torres (@Mautorre00), professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e estudioso de conflitos territoriais na Amazônia, para uma AULA MAGNA sobre grilagem no Brasil e a relação entre poder, apropriação de terras públicas e a atual política ambiental. Falamos sobre as diferenças entre a atividade de madeireiros e grileiros nas dinâmicas de ocupação e destruição ambiental: os primeiros operam um corte seletivo de madeira de altíssimo valor, os segundos fazem um desflorestamento total como forma de exercer controle territorial. A grilagem, da prática de dar aparência envelhecida a documentos através da urina de grilos, se tornou um empreendimento muito mais sofisticado. Também falamos sobre a relação entre o roubo de terras públicas, políticas de governo e as constantes anistias a desmatadores e grileiros repetidamente promovidas pelo Estado Brasileiro – velho mantra de que o que falta na Amazônia é a “regularização fundiária”. Destacamos também que os regimes de desflorestamento apropriação e trabalho de pequenos agricultores, povos tradicionais e indígenas, ao contrário do que diz o presidente, nada têm a ver com a devastação que se precipita sobre a Amazônia nos últimos anos. Da “lógica bandeirante” de ocupação do território nacional, exercida mais ou menos intensamente conforme o grupo que estava no poder, passamos a ter no bolsonarismo uma orquestrada destruição de todas as políticas ambientais e uma defesa explícita da contravenção por parte de membros do governo. Que nos desculpe o Tiririca mas pior que tá fica…

Referências


(Artigo) Grilagem para principiantes: guia de procedimentos básicos para o roubo de terras públicas
(Livro) Dono é quem desmata: conexões entre grilagem e desmatamento no sudoeste paraense

Dicas Culturais

(Documentário) Terra para Rose
(Filme) Som do Silêncio
(Canal) Café Amargo – Orlando Calheiros

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